quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Converse com o coordenador!

Pessoal,

Lembro que atendo sempre nas terças à noite, bem como em quarta vespertino. Aquelas dúvidas e sugestões que surgem, por favor, basta vir ao 3 andar do prédio lilás.
Além disso, no email: rodrigomartins@feevale.br ou ramal: 8974 podemos marcar um momento e resolver questões do curso ou encaminhamentos necessários ao discente.

4 comentários:

Vinicuis disse...

Como faço para publicar um texto neste blog?

Tathiana disse...

E ai professorada de História da Feevale, estou com muita saudade de vcs,
todos.Qualquer hora dou um pulo ai para rever vcs. na minha época não tinha destas modernidades. Mas ainda bem que elas existem, assim posso matar a saudades que sinto de vcs. Um abraço a todos e bom início de ano letivo.Tathiana de Farias Mueller.

Mel disse...

A EDUCAÇÃO NO BRASIL DURANTE O ESTADO NOVO.

Em novembro de 1930, foi fundado o Ministério da Educação e Saúde, e em 1931 se criaram as secretarias estaduais, com o objetivo de orientar a educação no país, para consequentemente formar uma elite mais intelectualizada, e também erradicar o analfabetismo no Brasil. Primeiramente, a educação era responsabilidade dos estados e municípios. O governo federal não intervinha, fato que problematizou ainda mais o alto índice de analfabetos.
A medida tomada para solucionar o problema foi interferir no ensino primário, a educação passou a fazer parte da visão geral centralizadora. O estado iniciou um plano de organizar a educação de cima para baixo. Os governos estaduais e municipais passaram a aplicar recursos financeiros na educação, e para que isso ocorresse, criou-se o Convênio Nacional de Ensino Primário, em 16 de novembro 1942, entre a União e os estados. Em 14 de novembro do mesmo ano, foi criado o Fundo Nacional de Ensino Primário, que criou um adicional de 5% sobre o consumo de bebidas, e é esta verba que vai auxiliar a diminuição do analfabetismo no país e também a melhoria da qualidade do nosso ensino primário.
O Governo Federal instituiu a nacionalização do ensino primário nos estados que possuíam grandes grupos de imigração de origem estrangeira. No Rio Grande do Sul, havia um sistema escolar estrangeiro, que organizava, administrava e fiscalizava as escolas e era responsável também pela formação de professores. Foi baixada uma legislação completa, federal e estadual que solucionasse os problemas surgidos. Vários documentos do Ministério da Educação e Saúde mostravam ser esta medida imprescindível, pois em determinadas zonas do país, a escola primária não era orientada para uma educação nacional, e sim o ensino era ministrado em língua estrangeira.
E desta forma foi possível remover do território nacional a tendência desnacionalizadora do ensino primário estrangeiro.
Em relação ao ensino secundário, podemos afirmar que num primeiro momento, os estabelecimentos funcionavam sem organização definida, sem professores registrados e alunos avaliados por bancas enviadas pelo Governo Federal.
Em 1931 ocorreu a primeira reforma neste nível de ensino, estabelecendo o ensino seriado. Passaram as escolas a serem fiscalizadas, exigindo-se melhores condições de instalações e professores registrados O ensino secundário era para poucos e tornou-se então popular. Em 1942, foi feita uma reforma que dividiu o ensino secundário em dois ciclos: um de quatro anos, o ginásio e outro de três anos, o colégio que tinha por objetivo preparar o aluno para ingressar na universidade.
A democratização do ensino secundário trouxe benefícios, como a elevação da qualidade do ensino, melhoramento da disciplina escolar e professores mais capacitados e melhor remunerados. Surge neste período também o ensino industrial, que ficou dividido em escolas técnicas, destinadas aos alunos que permaneciam na escola tempo integral, e em escolas de aprendizagem, freqüentadas pelos trabalhadores menores dos estabelecimentos industriais, com carga de horário reduzido, devido ao fato destes alunos trabalharem nas indústrias.
Quanto ao ensino universitário, o governo procurou criar condições para estabelecer universidades dedicadas ao ensino e pesquisa. Basta observar o quanto progrediu o ensino superior em nosso país no período de 1931 à 1935. O regime de cooperação e associação entre as universidades existentes trouxe inúmeros benefícios para a melhoria da qualidade do ensino superior no pais. O governo aparelhou as instituições federais, as universidades foram melhoradas possibilitando a qualificação do ensino.Os estabelecimentos não-federais, por exigência da fiscalização federal, remodelaram, reformaram e equiparam suas instituições, trazendo uma melhoria ao ensino.

Bibliografia: Schwartzman, Simon
Estado Novo, um Auto-retrato.Brasilia
CPDOC/FGV, Ed. Universidade de Brasília, c1983
620p.
Pg. Pesquisada. 355 em diante, cap.3

Celina disse...

Entre os dias 20 a 22 de novembro acontece no Campus da UFSM a XI Edição do EGEH (Encontro Gaúcho de Estudantes de História). O objetivo do evento é promover uma maior interação e integração entre os estudantes de História e os movimentos sociais. O tema do encontro deste ano será "A Criminalização dos Excluídos e da Pobreza: Qual o Papel do Historiador?".




Partimos da idéia de que é preciso um encontro que resgate e contemple os espaços informais de interação e troca de experiências e ao mesmo tempo proponha um movimento de estudantes de História que seja atuante, próximo da sociedade e dos movimentos sociais.Trata-se de uma nova proposta metodológica de encontro, uma vez que a mesma já vem ocorrendo em outras partes do país.



Queremos que essa décima primeira edição do EGEH não seja o começo nem o fim,mas o meio a partir do qual possamos refletir e trabalhar a articulação dos estudantes de História com os diversos setores sociais e políticos de nossa sociedade. É uma busca pela superação de uma divisão existente no interior dos encontros, que é a divisão entre aqueles interessados pela articulação política e aqueles interessados pela interação e troca de experiências que o encontro proporciona.



Para tal, propomos um roteiro de atividades inicial, que incluiria a seguinte disposição: uma manhã leve, com a oferta de oficinas ou algo relacionado ao funcionamento e gestão do encontro. Pela tarde, a Comissão Organizadora propõe atividades com membros de diversos movimentos sociais e políticos, cujo formato deixa-se em aberto (palestra, mesas, roda de discussão informal, ou mesmo uma conversa ao pé de uma árvore), envolvendo as mais diversas manifestações políticas e sociais: movimento operário, sindicalismo, movimento indígena, movimentos sociais, e demais temáticas sugeridas e propostas nas diversas instâncias da organização do encontro (incluindo os Pré-encontros).



Trata-se de um momento importante de reflexão das práticas dos estudantes de História, que inclua o seu papel diante das organizações da sociedade civil e frente ao crescente processo de criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, necessitando dos historiadores uma reflexão e um posicionamento diante dessa crise concreta, por ser uma ofensiva do capitalismo contra todas as conquistas feitas pelos movimentos sociais e demais instâncias políticas da sociedade civil organizada.



Portanto, convidamos a todos os historiadores, militantes políticos e de movimentos sociais do Estado do Rio Grande do Sul, e demais interessados na proposta acima, para participarem do XI Encontro Gaúcho de Estudantes de História, que ocorrerá então entre os dias 20 e 22 de novembro na Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria – RS.

Contamos com a sua participação para fazermos desse encontro um momento de articulação permanente dos estudantes de História com a sociedade.


mais informações blog: http://egeh2009noticias.blogspot.com