Nessa segunda-feira, às 20h30min, ocorrerá a Recepção aos novos acadêmicos do Curso de História, no Auditório do Prédio Branco.
A proposta do encontro é apresentar o Curso e a Universidade Feevale, verificar dúvidas e possibilidades.
O evento é aberto aos que quiserem conhecer mais nosso trabalho!
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Centro de Documentação e Memória Feevale recebe doações
Ao longo do segundo semestre de 2010, foram doados ao Centro de Documentação e Memória Feevale – Luci Therezinha Bridi – materiais preciosos acerca da história da cidade de Novo Hamburgo.
O acervo Karl Wilhelm Schinke, doado por seu neto, Werner Helmut Erich Schinke, é composto por diversas fotografias da cidade, abrangendo os anos de 1910 a 1960, e narram momentos importantes como a construção do Monumento ao Imigrante, a inauguração da Via Férrea, assim como a festa de emancipação da cidade.
Também neste período, foi doado, por Fernando Scheid, material referente à comemoração do 30º aniversário da Sociedade Esperança de Novo Hamburgo, 1914 – 1944. O álbum registra, através de fotografias, textos e notas retiradas de jornais, a trajetória do clube Hamburguense.
Em janeiro de 2011, recebemos novamente, por doação de Werner Helmut Erich Schinke, o Acervo Willy Martin, que reúne diversos arquivos sobre o Cemitério Municipal. Podemos citar: recortes de jornais; projetos - calçadas, ajardinamento, pórtico de entrada, capela; regulamentos de cemitérios de outras cidades, incluindo Frankfurt – Alemanha; levantamentos de valores de sepultamentos; Mapa do Município de Novo Hamburgo – 1959 e do Município de Curitiba – 1958, entre outros.
O Centro de Documentação e Memória Feevale está aberto a visitação e pesquisa. Localiza-se na sala 401 do prédio Laranja, Campus II. Contatos poderão ser feitos através do telefone (51) 3586-8800 ramal 9029 ou pelo e-mail grazielaco@feevale.br.
O acervo Karl Wilhelm Schinke, doado por seu neto, Werner Helmut Erich Schinke, é composto por diversas fotografias da cidade, abrangendo os anos de 1910 a 1960, e narram momentos importantes como a construção do Monumento ao Imigrante, a inauguração da Via Férrea, assim como a festa de emancipação da cidade.
Também neste período, foi doado, por Fernando Scheid, material referente à comemoração do 30º aniversário da Sociedade Esperança de Novo Hamburgo, 1914 – 1944. O álbum registra, através de fotografias, textos e notas retiradas de jornais, a trajetória do clube Hamburguense.
Em janeiro de 2011, recebemos novamente, por doação de Werner Helmut Erich Schinke, o Acervo Willy Martin, que reúne diversos arquivos sobre o Cemitério Municipal. Podemos citar: recortes de jornais; projetos - calçadas, ajardinamento, pórtico de entrada, capela; regulamentos de cemitérios de outras cidades, incluindo Frankfurt – Alemanha; levantamentos de valores de sepultamentos; Mapa do Município de Novo Hamburgo – 1959 e do Município de Curitiba – 1958, entre outros.
O Centro de Documentação e Memória Feevale está aberto a visitação e pesquisa. Localiza-se na sala 401 do prédio Laranja, Campus II. Contatos poderão ser feitos através do telefone (51) 3586-8800 ramal 9029 ou pelo e-mail grazielaco@feevale.br.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Bom início de semestre!!
Nessa segunda-feira, dia 21, iniciamos as aulas, na Universidade Feevale.
O grupo de professores deseja a todos um bom (re)início, com muito trabalho e conquistas!
Nesse ano teremos inúmeras atividades, começando com a Recepção aos alunos novos e a Aula Inaugural.
Em maio, acontece nosso X Seminário, com a presença do historiador Leandro Karnal.
Aguardem!!!!
O grupo de professores deseja a todos um bom (re)início, com muito trabalho e conquistas!
Nesse ano teremos inúmeras atividades, começando com a Recepção aos alunos novos e a Aula Inaugural.
Em maio, acontece nosso X Seminário, com a presença do historiador Leandro Karnal.
Aguardem!!!!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Aula Inaugural dos cursos do Instituto de Ciências Humanas/ FEEVALE traz convidado estrangeiro
Licenciado em Filologia italiana e em Ciências da Informação (seção de Jornalismo), Xosé Antonio Neira Cruz foi redator da revista Tempos e, na atualidade, além de colaborar em diversas publicações periódicas, dirige a revista de literatura infantil e juvenil Fadamorgana. Escreveu também roteiros para diversos programas de radio e Televisão de Galícia.
Os prêmios literários (com seu primeiro livro, Ó outro lado do sumidouro, recebeu o Prêmio Merlim, em 1988, que ganhou também na edição do ano 2000 pela obra juvenil As cousas claras) avalizam uma das trajetórias mais sólidas da literatura infanto-juvenil galega. Os gatos de Veneza foi finalista na VIII Prêmio Lola Anglada, em 1991. Recebeu o Premio O Barco de Vapor nos anos 1997 e 1999 pelas novelas Valdemuller e Os ollos do Tangaleirón, respectivamente. E ganhou a edição de 2002 do Premio Raíña Lupa, com O arminho dorme, novela ambientada na Itália do século XVI.
Uma parte importante da sua produção dirige-se aos leitores mais novos: Melanio e os paxaros; o surpreendente As porcas porquiñas; María está a pinta-lo mar; A memoria das árbores, que inaugura uma nova e original coleção sobre música e literatura; ademais, a recuperação da literatura popular está presente em O home máis rico do mundo, A caixa do tesouro e mais O xenio do sultán.
Atualmente, é o responsável pela coleção Sete Mares da editora Galáxia e professor de Jornalismo na Universidade de Santiago de Compostela. Em setembro de 2009, foi nomeado Coordenador da Comissão de desenvolvimento de projetos do IBBY, membro do jure do Prêmio do IBBY - Asahi Reading Promotion, assim como integrante do Comitê Organizador do 28 Congresso dessa organização internacional.
A aula inaugural do nosso Instituto, o ICHLA, ocorrerá em 16 de março de 2011.
Aguardem!!
Os prêmios literários (com seu primeiro livro, Ó outro lado do sumidouro, recebeu o Prêmio Merlim, em 1988, que ganhou também na edição do ano 2000 pela obra juvenil As cousas claras) avalizam uma das trajetórias mais sólidas da literatura infanto-juvenil galega. Os gatos de Veneza foi finalista na VIII Prêmio Lola Anglada, em 1991. Recebeu o Premio O Barco de Vapor nos anos 1997 e 1999 pelas novelas Valdemuller e Os ollos do Tangaleirón, respectivamente. E ganhou a edição de 2002 do Premio Raíña Lupa, com O arminho dorme, novela ambientada na Itália do século XVI.
Uma parte importante da sua produção dirige-se aos leitores mais novos: Melanio e os paxaros; o surpreendente As porcas porquiñas; María está a pinta-lo mar; A memoria das árbores, que inaugura uma nova e original coleção sobre música e literatura; ademais, a recuperação da literatura popular está presente em O home máis rico do mundo, A caixa do tesouro e mais O xenio do sultán.
Atualmente, é o responsável pela coleção Sete Mares da editora Galáxia e professor de Jornalismo na Universidade de Santiago de Compostela. Em setembro de 2009, foi nomeado Coordenador da Comissão de desenvolvimento de projetos do IBBY, membro do jure do Prêmio do IBBY - Asahi Reading Promotion, assim como integrante do Comitê Organizador do 28 Congresso dessa organização internacional.
A aula inaugural do nosso Instituto, o ICHLA, ocorrerá em 16 de março de 2011.
Aguardem!!
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Acervo de um dos maiores arqueólogos brasileiros é doado à Feevale
Um acervo bibliográfico estimado em 30 mil itens, que compreendem livros, periódicos científicos, anais de congressos, dissertações e teses, entre outros materiais. Essa bibliografia inestimável, resultado do trabalho de um dos maiores arqueólogos brasileiros, Pedro Mentz Ribeiro, foi doado à Feevale pelos familiares do professor e pesquisador, que faleceu em 2006. O acervo, que se tornará público na Feevale ainda em 2011, tem grande importância para a Arqueologia brasileira. Fazem parte do acervo desde obras que foram relevantes e serviram como referência para o pensamento científico do professor Ribeiro, até o resultado de sua extensa e produtiva carreira de pesquisador. Além disso, a coleção contempla as orientações de trabalhos acadêmicos que acompanharam a sua docência. De acordo com a doadora, Catharina Torrano Ribeiro, viúva de Ribeiro, a decisão de doar o acervo à Universidade Feevale surgiu do carinho que o professor tinha pela cidade de Novo Hamburgo. "A família do Pedro é de Novo Hamburgo, nesta cidade ele foi professor e nós moramos durante 13 anos", afirma. Para dona Catharina, os trabalhos serão muito mais úteis e acessíveis à comunidade acadêmica da Feevale no que em sua casa, em Santa Cruz do Sul. "Tenho muitos livros e peças em cerâmica de nossas viagens que pretendo doar à Feevale", assegura. Segundo Patrícia Valerim, coordenadora das bibliotecas da Feevale, o processamento técnico das obras já foi iniciado, tendo sido catalogadas, até o momento, 107 títulos e 132 volumes. "Somente no final da catalogação teremos o número exato de materiais, títulos e volumes do acervo doado", afirma. De acordo com a coordenadora, as obras não estarão disponíveis para empréstimo domiciliar, mas poderão ser consultadas mediante agendamento. "A equipe da Biblioteca se sente honrada em abrigar o acervo de uma pessoa tão importante para a Arqueologia gaúcha e brasileira, podendo dar acesso a todos interessados a este rico acervo", ressalta Patrícia. Conforme a professora do curso de História da Feevale, Inês Reichert, o acervo Pedro Mentz Ribeiro constitui importante "peça" na história da Arqueologia do Brasil e do Rio Grande do Sul. De acordo com Inês, seu vasto legado contribuiu enormemente para a constituição e ampliação do Patrimônio Arqueológico Brasileiro. "O acesso a seu acervo permitirá que sua obra possa continuar sendo pesquisada e disseminada, o que em muito contribuirá para a formação dos acadêmicos de diversos cursos interessados na preservação do patrimônio no Brasil", afirma a professora. Segundo Inês, o curso da Feevale que será especialmente beneficiado com o acervo é o de História, o que não impede a utilização por outros cursos interessados em Arqueologia (Biologia e Artes Visuais, por exemplo), e em Patrimônio, como o curso de Turismo. "Há, também, a importância externa, ou seja, como fonte de pesquisa para alunos dos cursos de pós-graduação da Feevale (Mestrado Acadêmico em Processos e Manifestações Culturais) e da região, bem como pesquisadores de diversas instituições nacionais e internacionais. É relevante tanto para os acadêmicos como para a rede científica externa", analisa.
Saiba mais sobre o professor Pedro Mentz Ribeiro Pedro Augusto Mentz Ribeiro:
Nasceu em São Leopoldo, em 1937. Foi professor de Arqueologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Santa Cruz do Sul e, como membro desta instituição, participou de congressos no Brasil e exterior (Uruguai, Peru, Argentina, Equador e Inglaterra). Fundou o Centro de Ensino e Pesquisas Arqueológicas em 1974, publicando periodicamente a Revista do Cepa. Foi membro da Associação dos Pesquisadores do Estado do Rio Grande do Sul; da Sociedade Brasileira de Geologia; da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência; da Sociedade Brasileira de Estatística e da Sociedade Argentina de Antropologia. Participou ativamente na Sociedade de Arqueologia Brasileira, SAB, onde foi Secretário e eleito presidente na gestão de 1997-1999. Fez levantamentos e pesquisas sistemáticas em diversas regiões do Estado e do país. Suas pesquisas contribuíram com informações para a tradição Tupiguarani, Taquara, Vieira, Humaitá e Umbu, bem como suas pesquisas sobre petroglifos no Rio Grande do Sul.
Saiba mais sobre o professor Pedro Mentz Ribeiro Pedro Augusto Mentz Ribeiro:
Nasceu em São Leopoldo, em 1937. Foi professor de Arqueologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Santa Cruz do Sul e, como membro desta instituição, participou de congressos no Brasil e exterior (Uruguai, Peru, Argentina, Equador e Inglaterra). Fundou o Centro de Ensino e Pesquisas Arqueológicas em 1974, publicando periodicamente a Revista do Cepa. Foi membro da Associação dos Pesquisadores do Estado do Rio Grande do Sul; da Sociedade Brasileira de Geologia; da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência; da Sociedade Brasileira de Estatística e da Sociedade Argentina de Antropologia. Participou ativamente na Sociedade de Arqueologia Brasileira, SAB, onde foi Secretário e eleito presidente na gestão de 1997-1999. Fez levantamentos e pesquisas sistemáticas em diversas regiões do Estado e do país. Suas pesquisas contribuíram com informações para a tradição Tupiguarani, Taquara, Vieira, Humaitá e Umbu, bem como suas pesquisas sobre petroglifos no Rio Grande do Sul.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Aberto edital de seleção para bolsista PET/ INTERDISCIPLINAR- FEEVALE
O grupo tem caráter interdisciplinar e está orientado pelo princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; o que implica para os bolsistas um envolvimento ativo nestas três dimensões.
Serão oferecidas 05 VAGAS, sendo uma destinada para alunos do curso de Pedagogia, uma vaga para alunos do curso de Psicologia, uma vaga para alunos do curso de História e duas vagas para alunos do curso de Letras.
O estudante bolsista de grupo PET/INTERDISCIPLINAR-FEEVALE receberá mensalmente uma bolsa no valor de R$ 360,00 (trezentos e sessenta reais), depositados em conta corrente específica.
Requisitos Básicos Exigidos:
a) estar regularmente matriculado como estudante de graduação no curso de Pedagogia, ou Psicologia, ou História, ou Letras, do ICHLA/FEEVALE;
b) não receber qualquer outro tipo de bolsa;
c) apresentar bom rendimento acadêmico (coeficiente de rendimento igual ou superior a 70);
d) ter disponibilidade para dedicar 20 (vinte) horas semanais às atividades do programa.
Atribuições
c) participar durante a sua permanência no programa de atividades de ensino, pesquisa e extensão;
Inscrições
As inscrições para o processo seletivo de bolsista serão realizadas no período de 27 de dezembro de 2010 a 07 de janeiro de 2011, das 09h30min às 11h30min e das 13h30min às 18h00min, na Secretaria do Instituto de Ciências Humanas, Letras e Artes – ICHLA, no 4º andar do Campus I ou no 3º andar do Prédio Lilás, no Campus II.
Para inscrever-se, o candidato deve preencher requerimento específico disponível no local de inscrição e apresentar os seguintes documentos:
a) Originais e cópias da carteira de identidade e CPF;
b) Cópia do histórico escolar do curso de graduação expedido pelo Registro Acadêmico;
c) Currículo Lattes;
d) Declaração de que não possui outra bolsa
Seleção:
O Processo Seletivo para o Grupo PET/INTERDISCIPLINAR-FEEVALE será realizada, a partir do dia 10 de janeiro de 2011 e será composto pelas seguintes etapas:
a) Avaliação do histórico escolar (média aritmética com soma de todas as avaliações
divididas pelo número de disciplinas cursadas);
b) Entrevista coletiva - a ser realizada no Instituto de Ciências Humanas, Letras e Artes – ICHLA, no 3º andar do Prédio Lilás, no Campus II, às 14 horas do dia 12/01/2011.
Serão oferecidas 05 VAGAS, sendo uma destinada para alunos do curso de Pedagogia, uma vaga para alunos do curso de Psicologia, uma vaga para alunos do curso de História e duas vagas para alunos do curso de Letras.
O estudante bolsista de grupo PET/INTERDISCIPLINAR-FEEVALE receberá mensalmente uma bolsa no valor de R$ 360,00 (trezentos e sessenta reais), depositados em conta corrente específica.
Requisitos Básicos Exigidos:
a) estar regularmente matriculado como estudante de graduação no curso de Pedagogia, ou Psicologia, ou História, ou Letras, do ICHLA/FEEVALE;
b) não receber qualquer outro tipo de bolsa;
c) apresentar bom rendimento acadêmico (coeficiente de rendimento igual ou superior a 70);
d) ter disponibilidade para dedicar 20 (vinte) horas semanais às atividades do programa.
Atribuições
c) participar durante a sua permanência no programa de atividades de ensino, pesquisa e extensão;
Inscrições
As inscrições para o processo seletivo de bolsista serão realizadas no período de 27 de dezembro de 2010 a 07 de janeiro de 2011, das 09h30min às 11h30min e das 13h30min às 18h00min, na Secretaria do Instituto de Ciências Humanas, Letras e Artes – ICHLA, no 4º andar do Campus I ou no 3º andar do Prédio Lilás, no Campus II.
Para inscrever-se, o candidato deve preencher requerimento específico disponível no local de inscrição e apresentar os seguintes documentos:
a) Originais e cópias da carteira de identidade e CPF;
b) Cópia do histórico escolar do curso de graduação expedido pelo Registro Acadêmico;
c) Currículo Lattes;
d) Declaração de que não possui outra bolsa
Seleção:
O Processo Seletivo para o Grupo PET/INTERDISCIPLINAR-FEEVALE será realizada, a partir do dia 10 de janeiro de 2011 e será composto pelas seguintes etapas:
a) Avaliação do histórico escolar (média aritmética com soma de todas as avaliações
divididas pelo número de disciplinas cursadas);
b) Entrevista coletiva - a ser realizada no Instituto de Ciências Humanas, Letras e Artes – ICHLA, no 3º andar do Prédio Lilás, no Campus II, às 14 horas do dia 12/01/2011.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Relato sobre encontro SABSul, em Jaguarão
Nos dias 27 a 30 de setembro, o curso de História da Universidade Feevale esteve representado no VII Encontro Regional de Arqueologia da SABSul, ocorrido na cidade gaúcha de Jaguarão, pela profª Inês Caroline Reichert e pela acadêmica Iloir Escoval.
Sobre as discussões realizadas, a professora Inês fez o seguinte relato:
"As últimas duas décadas foram marcadas por mudanças importantes na formação e na atuação profissional dos arqueólogos brasileiros, com a ampliação dos espaços de formação, do mercado de trabalho e de uma maior visibilidade da Arqueologia, o que contribuiu para sua afirmação como área de conhecimento autônoma e como segmento científico que possui uma grande importância para a sociedade contemporânea. Contudo, há que se considerar também os problemas advindos de um crescimento acelerado da arqueologia. Nesse sentido, o Encontro teve como objetivo principal discutir e aprofundar temas diversos, como:
-o destino dos acervos gerados nos registros escavados nos últimos anos, que têm aumentado significativamente em função da Arqueologia de Contrato;
- as relações entre arqueólogos e poderes públicos no que diz respeito à regulação da atuação profissional e a preservação do patrimônio;
- aos endossos institucionais concedidos para os trabalhos de contrato;
- às distintas formações que são oferecidas aos aspirantes à arqueólogos, através de cursos de graduação e pós-graduação em centros de ensino e pesquisas, como Universidades e grandes Museus, além de espaços privados como empresas de arquelogia;
- questões ligadas à ética profissional.
Um dos Seminários temáticos mais impactantes do Encontro foi o que discutiu, justamente, a questão dos endossos e acervos. O diagnóstico apresentado pelos painelistas apresentou uma situação nacional para a questão, no mínimo, difícil. Segundo Diego Ribeiro, professor do curso de Museologia da UFPEL, as reservas técnicas da maior parte dos Museus e Instituições de pesquisa estão saturadas e há poucos trabalhos desenvolvidos a partir delas. Num quadro já difícil, a situação do aumento crescente do patrimônio arqueológico brasileiro, através da Arqueologia de Contrato, é preocupante, pois não há como se abrigar devidamente esse patrimônio, e licenciamentos sem condições estão sendo feitos. Nesse sentido, cabe as questões feitas por Berta Ribeiro: qual o futuro dessas reservas, pouco ou quase nada estudadas? Se entendermos que as peças coletadas assim o foram porque se compreendeu que tinham relevância social, como fica essa relevância se permanecem mudas? Em tempos onde a diversidade cultural vem sendo amplamente discutida como componente da construção das diversas identidades contemporâneas, o tema torna-se ainda mais importante: não seria essas práticas uma forma de “silenciamento” desse patrimônio?
A apresentação da situação calamitosa do acervo do Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul, um acervo de importância ímpar para a Arqueologia Brasileira, foi o maior exemplo das dificuldades enfrentadas quanto à gestão desse patrimônio. Qual o futuro do nosso passado?
Para quem se interessou pelo tema, informações mais aprofundadas podem ser obtidas junto à Rede de Museus de Arqueologia e Etnologia, REMMAE, recentemente criada, e que postou interessante documento resumindo as dramáticas condições dos acervos da área.
Sobre as discussões realizadas, a professora Inês fez o seguinte relato:
"As últimas duas décadas foram marcadas por mudanças importantes na formação e na atuação profissional dos arqueólogos brasileiros, com a ampliação dos espaços de formação, do mercado de trabalho e de uma maior visibilidade da Arqueologia, o que contribuiu para sua afirmação como área de conhecimento autônoma e como segmento científico que possui uma grande importância para a sociedade contemporânea. Contudo, há que se considerar também os problemas advindos de um crescimento acelerado da arqueologia. Nesse sentido, o Encontro teve como objetivo principal discutir e aprofundar temas diversos, como:
-o destino dos acervos gerados nos registros escavados nos últimos anos, que têm aumentado significativamente em função da Arqueologia de Contrato;
- as relações entre arqueólogos e poderes públicos no que diz respeito à regulação da atuação profissional e a preservação do patrimônio;
- aos endossos institucionais concedidos para os trabalhos de contrato;
- às distintas formações que são oferecidas aos aspirantes à arqueólogos, através de cursos de graduação e pós-graduação em centros de ensino e pesquisas, como Universidades e grandes Museus, além de espaços privados como empresas de arquelogia;
- questões ligadas à ética profissional.
Um dos Seminários temáticos mais impactantes do Encontro foi o que discutiu, justamente, a questão dos endossos e acervos. O diagnóstico apresentado pelos painelistas apresentou uma situação nacional para a questão, no mínimo, difícil. Segundo Diego Ribeiro, professor do curso de Museologia da UFPEL, as reservas técnicas da maior parte dos Museus e Instituições de pesquisa estão saturadas e há poucos trabalhos desenvolvidos a partir delas. Num quadro já difícil, a situação do aumento crescente do patrimônio arqueológico brasileiro, através da Arqueologia de Contrato, é preocupante, pois não há como se abrigar devidamente esse patrimônio, e licenciamentos sem condições estão sendo feitos. Nesse sentido, cabe as questões feitas por Berta Ribeiro: qual o futuro dessas reservas, pouco ou quase nada estudadas? Se entendermos que as peças coletadas assim o foram porque se compreendeu que tinham relevância social, como fica essa relevância se permanecem mudas? Em tempos onde a diversidade cultural vem sendo amplamente discutida como componente da construção das diversas identidades contemporâneas, o tema torna-se ainda mais importante: não seria essas práticas uma forma de “silenciamento” desse patrimônio?
A apresentação da situação calamitosa do acervo do Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul, um acervo de importância ímpar para a Arqueologia Brasileira, foi o maior exemplo das dificuldades enfrentadas quanto à gestão desse patrimônio. Qual o futuro do nosso passado?
Para quem se interessou pelo tema, informações mais aprofundadas podem ser obtidas junto à Rede de Museus de Arqueologia e Etnologia, REMMAE, recentemente criada, e que postou interessante documento resumindo as dramáticas condições dos acervos da área.
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